Ontem e sempre, SALDANHA

Hoje, TASSO


1884

PÁTRIA, LIBERDADE E DEMOCRACIA

NOSSO É O DEVER DE DEFENDÊ-LAS!


2015

PRONUNCIAMENTOS DE CAMPANHA

JOAQUIM JOSÉ DA SILVA XAVIER, SERÀ QUE O BRASIL O ESQUECEU?

Nestes conturbados tempos, em que a servidão à ideologia vermelha domina o Estado e a maioria dos meios de comunicação social no Brasil, cultos e loas elevam-se a anti-heróis e antivalores, enquanto esquecimento e desdém são concedidos a heróis e à virtude.
Transcorre hoje a data comemorativa do sacrifício de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, em prol da independência e da dignidade da Pátria. Tudo passa, porém, quase que completamente despercebido. A não ser por notinha de canto de página, quando ocorre, os jornais principais não dão relevãncia maior à comemoração. Idêntica atitude observa-se nos noticiários da mídia televisiva e falada. As escolas olvidaram-se de homenagear o mártir da liberdade do Brasil, certamente hoje completamente desconhecido das novas gerações, já que não mais dele se fala e do que representa e sempre representou para nós....
As Polícias Militares estaduais, que o tinham como Patrono, e antes organizavam desfiles, cerimônias de entrega de medalhas nesta data, estão em silêncio ensurdecedor. Nosso congresso, até onde sei, a ele não se referiu, e o Executivo quer que seja ele riscado da memória coletiva do povo, pois que certamente o considera, ele e tudo o que representa como símbolo da Pátria, um estorvo para a proliferação geométrica da eficácia dos ensinamentos gramscistas em nossa sociedade. Há que destruir o passado e tudo o que ele representa, no entendimento dos seguidores da seita vermelha, para construir, em seu lugar, “o homem novo, a sociedade nova e o Estado novo” favoráveis à implantação da ditadura dos seus sonhos nestas terras. Em vez de Tiradentes, pois, Che Guevara e que tais!
A Inconfidência Mineira de 1789, com tal denominação como aprendi nos meus tempos de menino, depois transformada em Conjuração Mineira na época da preponderância do politicamente correto, foi o levante dos patriotas de Minas Gerais contra a iniquidade do governo colonizador português, que dessangrava as riquezas de nossa terra para enriquecer o tesouro real. Um quinto de todo o ouro produzido nas Alterosas era obrigatoriamente entregue a Portugal. Quando a produção não atingia o nível estipulado, procedia-se à derrama, que era o confisco de tudo o que representasse bens materiais dos mineiros, à viva força, até que o nível programado de imposto fosse atingido.
Dentro do conceito mercantilista que presidia as relações entre colônia e metrópole, eram, também, proibidas manufaturas, indústrias no Brasil e instituições de ensino superior. Influenciados pelas ideias iluministas e pelos exemplos e ideais das Revoluções Americana de 1776 e Francesa de 1789, e espicaçados pela injustiça do tratamento concedido à terra que os viu nascer, um grupo de patriotas reuniu-se em conspiração, para declarar independente Minas Gerais, adotar a forma republicana de governo, dar início a processo de industrialização e fundar universidade.
Os sediciosos, na visão portuguesa, incluíam militares, intelectuais, gentishomens da aristocracia social e financeira das Gerais, clérigos... Dentre eles, haveria de destacar-se, pelo seu sacrifício, um homem do povo, Alferes de Cavalaria da Milícia de Minas Gerais, Joaquim José da Silva Xavier, Patrono Cívico da Nação Brasileira, que tínhamos o dever de cultuar sempre, com devoção e respeito, com todo o ardor dos nossos corações verdeamarelos!
Um traidor - sempre um traidor a infelicitar o deslanchar grandioso da Pátria! – entregou os revoltosos às autoridades portuguesas. Joaquim Silvério dos Reis era seu nome desprezível, um rebutalho da História, junto com Domingos Fernandes Calabar, Judas Iscariotes e toda a galeria de malsinados e infelizes desprezados pelas pessoas de bem pelos tempos afora!
No processo que se seguiu, apenas Tiradentes foi condenado à morte. Os demais conspiradores principais encontraram seu destino no degredo em África. Em 21 de abril de 1792, nasceu, como os santos, para a glória. Nessa data, foi enforcado no Campo da Lampadosa, no Rio de janeiro, sendo seu corpo esquartejado na Casa do Trem, atual Museu Histórico Nacional. Apenas o tronco foi sepultado, como indigente, sendo cabeça e membros salgados, para evitar apodrecimento, e expostos no Caminho Real, que costumava percorrer, entre Rio e Minas, A FIM DE SERVIR DE PODEROSOS DESESTÍMULOS PARA A IDEIA DE NOVOS LEVANTES CONTRA COROA PORTUGUESA. O terreno de sua casa e da família foram salgados, para nenhuma espécie vegetal nele nascer ou crescer, e sua descendência foi amaldiçoada e proscrita por muitas gerações.
Esse o sacrifício, esse o exemplo de Tiradentes, Herói do Brasil e Mártir da Independência. “Liberdade ainda que Tarde” estava inscrito na Bandeira do País independente com o qual sonhou e pelo qual entregou a vida. É hoje o símbolo maior da sua Minas Gerais, celeiro de patriotas, berço da saga brasileira pela liberdade.
Não podemos, nem devemos esquecê-lo, nós, os patriotas verdadeiros, pois nossa é imensa a dívida de gratidão para com ele!

SALVE, POIS, TIRADENTES, PELOS TEMPOS AFORA MAGNÍFICO HERÓI DO BRASIL!

DIGNIDADE, LIBERDADE E DEMOCRACIA, ESSE O SONHO BRASILEIRO DE ONTEM, DE HOJE E DE SEMPRE! VIVA O BRASIL!

Rio de Janeiro, RJ, 21 de abril de 2015.
SERGIO TASSO VÁSQUEZ DE AQUINO - Vice-Almirante
Da Academia Brasileira de Defesa e do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil Candidato a Presidente do Clube Naval pela Chapa Liberdade e Democracia

VOLTAR  


Desenvolvido por CID PEREIRA, Tel 21 996046650, E-mail: cidcostap@yahoo.com.br