Ontem e sempre, SALDANHA

Hoje, TASSO


1884

PÁTRIA, LIBERDADE E DEMOCRACIA

NOSSO É O DEVER DE DEFENDÊ-LAS!


2015

PRONUNCIAMENTOS DE CAMPANHA

A INJUSTA REMUNERAÇÃO DOS MILITARES

Os sucessivos governos da República, de 1990 aos dias atuais, pela deliberada vontade dos Presidentes, trataram as Forças Armadas Nacionais com desprezo, revanchismo ou ódio, com a possível exceção de Itamar Franco, político mineiro tradicional, que se viu inesperadamente alçado à suprema magistratura, mas que, no cômputo geral, foi o melhor de todos para o Brasil, talvez por suas raízes nacionalistas, fincadas no chão das gloriosas Gerais, não por acaso Terra de Tiradentes.
Tais mandatários desconsideraram de propósito que os militares são o povo fardado e que têm a honrosa e exclusiva Missão de defender a Pátria e de assegurar a Independência e a Soberania num mundo marcado de conflitos e de ambições dos mais fortes sobre o patrimônio nacional dos mais fracos. São a espinha dorsal dos valores, tradições, usos e costumes autenticamente brasileiros; em suas escolas, diferentemente de todas as demais, ensina-se “a antiga lição de morrer pela Pátria” e por ela viver, arrostando todos os sacrifícios. Têm o privilégio constitucional do uso da força e da violência do Estado, para fazer respeitar e realizar os Objetivos Nacionais brasileiros contra todas as ameaças e inimigos externos e internos que os queiram ou venham a colocar em risco. Têm, portanto, de estar bem equipadas e aparelhadas, com material bélico e recursos e meios poderosos e atualizados de toda a ordem, para bem exercer o papel dissuasório que é só, exclusivamente seu, e ser constituídas de pessoal de valor extraordinário, de altíssimo moral...
Suas fileiras. Portanto, são constituídas de homens e mulheres especiais, que sacrificam voluntariamente a possibilidade de serem ricos, aceitam de bom grado a existência atribulada de constantes transferências de domicilio até para os lugares mais longínquos, desprovidos de tudo, da Pátria, onde são a presença forte e amiga, que vela pelos brasileiros lá residentes, contribuindo muitas vezes solitariamente pelos seu desenvolvimento e afirmando a soberania do Brasil nessas terras tão remotas. Não têm horário certo e definido de trabalho, podendo ser acionados a qualquer momento, para as mais diversas tarefas, inclusive em benefício da população, em casos de cataclismas, alagamentos, incêndios, quedas de morros, desabamentos... Repouso semanal, férias podem ser cassados, em vista de reclamos da segurança e do desenvolvimento nacionais. São a imagem viva do Brasil em todos os rincões da nossa terra, nos seus rios, lagos, ares, e nos mares e oceanos do mundo.
Exercem seu dever com imenso orgulho, sabendo o quanto são úteis e necessários ao Brasil e aos brasileiros, vivendo modestamente dos salários que lhes são pagos pela Nação. Estes eram suficientes para uma vida austera e digna até o malfadado ano de 1990, quando os governantes resolveram adotar interesses e orientações externas para gerir o Brasil. Primeiro, em obediência aos ditames dos centros econômicos mundiais de poder, depois dos centros residuais do comunismo no mundo, com destaque para o Foro de São Paulo, e muitas vezes, de uma simbiose de ambas as correntes, igualmente interessadas em impedir que o Brasil tirasse partido do seu portentoso potencial e se convertesse na potência mundial, que desafiasse hegemonias já consagradas ou pretendidas, e que tinha tudo para ser... Sabiam e sabem os inimigos do Brasil democrático e soberano que primeiro teriam e têm de enfraquecer as Forças Armadas, para poderem realizar seus sombrios desígnios.
No enfrentamento ao sistema de poder hoje dominante sobre nossa Terra, que controlou os Três Poderes da República, a grande parte da mídia em todas as suas manifestações, os pobres e desvalidos com a chantagem das bolsas de tudo, aliciou grandes empresários e empreiteiros e conduziu a obsequioso silêncio os setores responsáveis que poderiam reagir à programada destruição do Brasil, para nele assumir o poder absoluto e total, a fim de implantar a ditadura vermelha sobre nós, destaca-se o papel de Resistência Democrática a ser desempenhado pelos Clubes Militares. Por entender isso claramente, entrei na liça com a Chapa Liberdade e Democracia, que disputa a proxima eleição no Clube Naval.
Entre nossos propósitos, todos orientados pela defesa intransigente da Pátria, da Liberdade e da Democracia, há um capítulo especial para as Forças Armadas, para as quais exigimos Respeito pelo que são, e Reconhecimento pelo que fazem em proveito do Brasil e dos brasileiros. Quanto à iníqua situação salarial em que estão propositadamente mergulhadas, condenadas à rabeira dos pagamentos e privilégios concedidos pelo Erário a Legislativo, Judiciário e demais “carreiras de Estado” do Executivo, sem a esperança de correção, uma vez que o governo de turno tem interesse em mantê-las enfraquecidas, sofrendo do êxodo precoce de talentos e da impossibidade de atrair a nata da juventude estudantil, como antigamente, temos alguns projetos e propostas. Pretendemos, assim que eleitos, convocar Comissão Permanente para propor soluções para a remuneração justa dos militares, procurando integrar Clube Militar e Clube da Aeronáutica em esforço comum conosco, e todas as pessoas interessadas e conhecedoras da matéria. Entraremos decididamente na luta de motivar a consciência nacional para apoiar os justos reclamos das Forças Armadas, como forma de garantir a sobrevivência democrática e soberana da Nação Brasileira. Não é aceitável que apenas as valorosas e valentes esposas de militares lutem um combate que é de todos nós, que somos e fomos Chefes. Em tudo e por tudo, desejo agir sempre em perfeita consonância com o Comando da Marinha!
Da minha Plataforma, reproduzo o tópico referente às Forças Armadas:
“Exigimos Respeito pelas Forças Armadas (e a cessação de todas as campanhas revanchistas, torpes e mentirosas contra elas movidas), Reconhecimento do papel único e exclusivo que lhes cabe na defesa e na garantia do Brasil livre e soberano, seu desligamento das atividades policiais que nada têm a ver com sua destinação (gendarmerização), e lutaremos pela atribuição dos meios operativos necessários ao cumprimento da Missão e ao pagamento justo dos seus nobres integrantes, à altura do que são e sempre foram ao longo da História, do seu excelente preparo e das tarefas árduas que lhes são rotineiramente atribuídas, que realizam com todo o empenho e ardor, a despeito de tudo e sem medir sacrifìcios!”
É esse o solene compromiso que haveremos de cumprir, pela Pátria e com a graça de Deus!

Rio de Janeiro, RJ, 20 de março de 2015.
SERGIO TASSO VÁSQUEZ DE AQUINO - Vice-Almirante
Da Academia Brasileira de Defesa e do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil Candidato a Presidente do Clube Naval pela Chapa Liberdade e Democracia

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