Ontem e sempre, SALDANHA

Hoje, TASSO


1884

PÁTRIA, LIBERDADE E DEMOCRACIA

NOSSO É O DEVER DE DEFENDÊ-LAS!


2015

PRONUNCIAMENTOS DE CAMPANHA

EM MEMÓRIA DOS HERÓIS DA DEMOCRACIA

Por iniciativa dos Clubes Naval, Militar e da Aeronáutica, “ na semana em que se comemora o Dia do Soldado”, foi celebrada missa “em memória dos 119 militares e civis que perderam a sua vida em defesa da democracia entre os anos de 1964 e 1974, por atos de grupos terroristas”, na Igreja da Santa Cruz dos Militares, no dia 24 de agosto, às 1100 horas, conforme constava do convite publicado na imprensa e dirigido a todos “os associados dos Clubes e parentes e amigos das vítimas”.
O fato tornou-se marcante e extremamente significativo, porque, nos anos recentes, todas as homenagens públicas, inclusive reforçadas pela divulgação maciça de deturpações históricas que as apresentam como “combatentes da liberdade e defensoras da democracia”, por isso beneficiadas inclusive com vultosas indenizações do Estado, têm sido prestadas, exatamente, àquelas pessoas engajadas na alteração da ordem vigente no País desde a década de 1960, inclusive com o apelo à “violência revolucionária”, entre as quais as responsáveis pela execução dos atos terroristas.
Quanto aos defensores da Nação, do nosso sistema livre de vida, da lei e da ordem, tantos dos quis imolados no cumprimento do dever, pela perda do bem supremo, a própria vida, muitas vezes em emboscadas ou outras ações traiçoeiras e covardes, uma pesada cortina de silêncio. Ou pior: a abundante veiculação de versões mentirosas, intoxicadas de ódio e determinadas por desviado e perverso fervor ideológico, tendentes a apresentá-los como “inimigos da democracia, da paz e do progresso”.
Os verdadeiros inimigos da liberdade, da paz e da justiça, que levaram tantos povos ao sofrimento e à degradação da escravidão com suas experimentações político-administrativas desumanas a partir de 1917, quando tomaram de assalto o poder na Rússia czarista, os seguidores do diabólico credo vermelho, são mestres na arte da mentira, do engodo e da dissimulação. E a História tem mostrado que as Nações, não importa qual seu nível de desenvolvimento, têm a tendência de se deixarem levar e enredar pelos “falsos profetas”, bem falantes e ricos de promessas vazias. Nosso povo, em especial, não é exceção, já que tem demonstrado, principalmente nos tempos recentes, especial e generalizada afeição pelos demagogos mentirosos simpáticos, aqui transformados em líderes, potentados acima do bem e do mal e “pais da pátria”...
Voltando à missa em si, algumas coisas chamaram-me à atenção. A igreja não estava à cunha, como imaginava, tendo em vista a motivação da cerimônia religiosa e o número total mais que expressivo dos associados dos três clubes: os assentos estavam praticamente lotados, mas muito espaço havia ainda nos corredores laterais e no fundo da nave. A maioria esmagadora era de senhores de cabelos brancos e idade avançada. Nenhum uniforme militar à vista; possivelmente, a julgar pela idade dos circunstantes, nenhum militar da ativa estava presente (os jornais do dia seguinte veicularam a notícia de que o novo Ministro da Defesa, ao tomar conhecimento da realização da missa, teria “mandado chamar os comandantes das Forças e acertado com eles que nenhum oficial da ativa participaria da cerimônia”)...
Após o “ressurgimento vermelho” no Brasil, iniciado de forma ainda tímida no início da década de 1990, para tomar força total a partir de 2003, houve sensíveis alterações na realidade nacional. A História foi reescrita, para favorecer a orientação ideológica dos novos detentores do poder, passando a ter ampla difusão na cátedra e na mídia e moldando o pensamento das pessoas, principalmente da juventude, para contribuir para a tomada definitiva do poder. Heróis passaram a ser acusados de vilões, e vilões passaram a ser heróis nas novas cartilhas de uso comum. Datas, fatos e feitos foram borrados da história oficial, como acontecia nos velhos tempos da ex-URSS, após cada troca de poder entre grupos rivais...
Até mesmo efemérides importantes da nacionalidade, testemunhas e registros definitivos da determinação e da bravura do povo brasileiro e das suas Forças Armadas em defesa das condições de viver mais consentâneas com nossas aspirações, interesses e objetivos nacionais, como 27 de novembro de 1935 e 31 de março de 1964, foram proscritos do calendário oficial e até mesmo das comemorações na caserna!
Uma nova era de adesismo e conformismo, de aceitação e apaziguamento em relação às maquinações e ações tendentes a transformar-nos em mais uma experimentação morena e tropical do “socialismo crioulo” (ou “bolivariano”) e à incrível corrupção a ela associada, porque instrumento eficientíssimo do seu projeto de poder total, delineou-se no horizonte, passando a subordinação à “nova ordem” a ser prática generalizada e comum. O interesse pessoal, a cupidez, a busca de vantagens, que a proximidade dos e a bajulação aos poderosos de turno ensejam aos oportunistas, afogaram em muitos peitos o patriotismo, as lealdades às instituições, aos valores e às tradições, aos companheiros, amigos e camaradas, as crenças professadas por tanto tempo anterior em suas vidas.
Voltando à missa, outros fatos dignos de registro foram a inexistência de homilia, que falasse aos presentes sobre as pessoas lembradas e suas vidas e sacrifício, à luz da Mensagem do Evangelho, e a reiterada citação, pelo oficiante, de que a oração em comum era em intenção “dos mortos na Revolução de 1964”.
APESAR DE TUDO, A MEMÓRIA DOS VERDADEIROS HERÓIS DA DEMOCRACIA FOI CELEBRADA NA CASA DE DEUS. SEU SACRIFÍCIO NÃO FOI EM VÃO E SEU SANGUE GENEROSO REGOU AS SEMENTES VIVAS, ETERNAS, DA NACIONALIDADE!
Aquele grupo de patriotas que lá esteve, encanecido no amor ao Brasil e a seu irrestrito serviço, rezou por eles, comungou pela salvação de suas almas imortais e fez refulgir, uma vez mais e sempre, a chama da liberdade e da dignidade. E deu testemunho eloqüente de que o Brasil sempre terá quem o defenda contra todo o mal!
Na antiga União Soviética, nos tempos da mais cruel repressão, as poucas igrejas existentes eram freqüentadas apenas por velhos, em números necessariamente reduzidos. Mas eles mantiveram acesa a flama da crença ancestral e da fidelidade à Palavra e ao Amor de Deus, que desabrochou de forma maravilhosa ao sopro da liberdade pós-1989. Por maiores perseguições e desvarios que se cometam, não se sufoca a alma de um povo!
Estivemos presentes, para dizer aos 119 heróis da democracia que serão sempre lembrados e que há sim, no Brasil de hoje, quem se comprometa, sem medo, vacilação ou concessão de qualquer espécie, com a grandeza e a felicidade da Pátria!
DEUS SALVE O BRASIL!


Rio de Janeiro, 25 de agosto de 2011, DIA DO SOLDADO..
SERGIO TASSO VÁSQUEZ DE AQUINO - Vice-Almirante
Da Academia Brasileira de Defesa e do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil Candidato a Presidente do Clube Naval pela Chapa Liberdade e Democracia

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