Ontem e sempre, SALDANHA

Hoje, TASSO


1884

PÁTRIA, LIBERDADE E DEMOCRACIA

NOSSO É O DEVER DE DEFENDÊ-LAS!


2015

PRONUNCIAMENTOS DE CAMPANHA

31 DE MARÇO DE 1964
UMA DATA QUE NÃO PODE SER ESQUECIDA

Caros sócios do Clube Naval
Em 31 de março de 1964, o Brasil salvou-se a si mesmo e frustrou o projeto de comunização da América do Sul, que seria o corolário natural da queda do nosso País sob o jugo vermelho.
Povo e Forças Armadas, juntos e irmanados, reagiram a tempo contra o caos e a desordem comandados pelo governo de então, inspirado pelos centros de subversão, extremamente atuantes no propósito de “exportar a revolução”, Moscou, Pequim e Havana. A consciência nacional, altiva e soberana, deu um basta à baderna instalada e interrompeu a senda de ódio, opróbrio e horror a que a Pátria parecia inexoravelmente condenada.

Um forte componente da reação democrática foram as profundas e arraigadas convicções religiosas do nosso povo, o sentimento e vivência cristãos que se opunham a qualquer dominação totalitária, baseada na negação de Deus e da dignidade intrínseca a toda pessoa humana, “feita à Sua imagem e semelhança”. As bravas mulheres brasileiras, bastiões das virtudes nacionais e primeiras educadoras e formadoras de cidadãos/cidadãs no seio das famílias, saíram às ruas e praças, com seus rosários nas mãos, nas “Marchas da Família com Deus pela Liberdade”, que se multiplicaram país afora. E impeliram as Forças Armadas a agir, cumprindo seu mais importante juramento, e deram legitimidade à gesta heróica para salvar a Nação da opressão, da escravidão, do mais nefasto dos destinos!

Os anos que se seguiram foram de ordem e progresso, de fortalecimento do País, que se desenvolveu notavelmente, em ambiente de paz e de segurança. O Brasil alçou-se da 47º à 8º posição entre as economias do mundo, e espetaculares avanços foram realizados em todos os setores e regiões do País. Havia um planejamento nacional, um projeto de nação posto em marcha e cumprido com determinação. Construíam-se, de fato, com competência, honradez e adequada aplicação dos recursos disponíveis, o futuro de nossa nação e a felicidade do seu povo. O eterno “país do futuro” finalmente encontrava a grandeza devida e a afirmação dos seus sonhos no presente, a ponto de ser reconhecido e aclamado, pelo mundo todo, o chamado “milagre brasileiro”, quando crescíamos à taxa média de 11% ao ano! Tudo fruto do trabalho dos brasileiros e da seriedade e do talento dos seus dirigentes... Aliás, de 1880 a 1980, o Brasil foi um dos países que mais cresceram no mundo, ao contrário das décadas seguintes, a de 1980, “década perdida”, a de 1990, “década perversa”, e a de 2000, igual que a seguinte, que se apresenta como “década diabólica”, de retrocesso pleno, material, moral, espiritual...

Durante o período dos chamados “governos militares”, os brasileiros gozávamos de paz e de segurança, e nosso País era respeitado e acatado internacionalmente. As projeções que os analistas estrangeiros faziam concediam-nos o “status” de aspirante certo a potência, condição a ser alcançada em breves anos, e imigrantes de toda a parte buscavam, ainda, vida melhor dentro de nossas fronteiras; ao contrário, a partir de 1985 tornamo-nos um país de emigrantes, pela falta de oportunidades de emprego... Nossa soberania era inqüestionável e ninguém, de fora, metia-se a dizer-nos o que fazer, a explorar e espoliar nossas riquezas, a imiscuir-se em nossos assuntos internos ou a tentar comandá-los em proveito próprio e em prejuízo do Brasil e do seu povo. Os únicos que se sentiam inseguros eram os facínoras ideológicos, que se haviam desencaminhado pelas trilhas sangrentas da guerrilha e do terrorismo e, de armas na mão, tentavam subverter a ordem nas cidades e nos campos. Pelos seqüestros, assassinatos, expropriações e roubos, atos terroristas indiscriminados. Contra eles, legitimamente, teve de levantar-se a violência do Estado, em defesa da Pátria e do povo ameaçados.

O ideário da Contra-revolução de Março de 1964 proclamava os propósitos de “jugular a subversão, combater a corrupção e promover o homem comum brasileiro”. Seus ideais eram democráticos, daí ser também conhecida como “Revolução Democrática”.

Nenhum dos generais-presidentes visou à eternização no poder, nenhum cogitou sequer da própria reeleição. O primeiro deles, Marechal Castello Branco, autolimitou sua permanência na presidência em um ano, ficando dois premido pelos acontecimentos políticos da época, e a contragosto. O ideal era, e sempre foi, democrático, de acordo com a visceral vocação das Forças Armadas do Brasil. Daí, a abertura política e a entrega do poder aos políticos, antecedida pela anistia ampla, geral e irrestrita, generoso movimento destinado a cicatrizar as feridas do passado, a sopitar os antigos ódios políticos e ideológicos e a congregar todos os brasileiros no esforço e na luta comuns para elevar a Pátria e tornar feliz o povo. Tudo de acordo com o exemplo magnífico do Duque de Caxias, o Pacificador.

O tão esperado processo de redemocratização revelou-se grande frustração e melancólica decepção. Os políticos brasileiros nada aprenderam em seus anos de ostracismo, e voltaram, com fome implacável, ao botim da riqueza nacional, construído pelo trabalho, pelo suor, pelo sacrifício e pelo sangue de gerações e gerações de brasileiros, heróis autênticos uns ou homens e mulheres comuns outros. Pensando apenas em si mesmos e nos interesses próprios e do séquito de amigos, parentes e correligionários, desprezando governados e eleitores, que supostamente representam, desde 1985, em maior ou menor grau, entregam-se a repartir os despojos do Estado como coisa sua, passando, pois, a República a ser tratada como coisa privada... Não são muitos os registros de políticos, no período, que tenham deixado o poder mais pobres do que quando entraram; ao contrário, são incontáveis os que montaram sólidas fortunas apenas quando no exercício da vida pública, paga regiamente pelo Erário, mas também com polpudas e nem sempre honradas benesses associadas...

De 1990 a 2002, a situação agravou-se drasticamente, com o consentimento e a participação dos sucessivos governos, pela relativização consentida da soberania; a entrega do patrimônio nacional a grupos econômicos, inclusive e principalmente estrangeiros, a preço vil; a aceitação e o incentivo à proliferação de ONGs e da interferência externa nos assuntos internos; o endeusamento do mercado e a subordinação das ações governamentais à maldita usura, comandada e estimulada de fora; a generalizada e injustificável premiação de ex-guerrilheiros e terroristas por “indenizações” pagas pelos sofridos impostos recolhidos de todos nós; a progressiva anestesia da consciência nacional, jogada a estado de torpor pelo uso pervertido e diuturno, propositadamente subordinado a escusos interesses econômico-político-ideológicos, da mídia e da cátedra; a tolerância com a violência crescente e o descaso com saúde, educação, saneamento, emprego, habitação, geração de renda, previdência, ciência e tecnologia, infraestrutura de transportes, energia e comunicações; o achincalhe, o desprestígio e o enfraquecimento das Forças Armadas e de tudo o que é bom, decente, virtuoso, honrado no País... Com o progressivo e programado apodrecimento dos pilares básicos da nacionalidade, foi preparado o advento da nova ordem!

Esta, em gestação há longo tempo e fortalecida pelo conluio neoliberal-marxista, finalmente chegou ao governo em 2003, com postura típica de lobo em pele de cordeiro, sendo, desde então, agravados os desvios e distorções observados nos doze anos anteriores, principalmente o revanchismo contra as Forças Armadas, a incompetência e a inaptidão administrativas, a corrupção, e a impunidade associada, com que são tratados os recursos públicos. E, pelo aparelhamento do Estado, pela desmoralização do legislativo, pelo progressivo domínio do judiciário e pela ampla relativização moral da sociedade e dos setores e pessoas que sobre ela têm responsabilidades, os quais, em grande maioria, tudo aceitam, a nada reagem e apenas assistem ao programado processo de destruição nacional, está em vias de assumir o poder, todo o poder.
É por isso que nos temos de manter atentos, fazendo cada vez mais fortes, convictos, combativos, prontos a defender o Brasil, nossos corações, nossas mentes, nossa almas. É por isso que o 31 de Março não pode ser esquecido, nem os bravos homens e mulheres que o tornaram possível e adiaram, por bastante tempo, mais uma tentativa de dominação extremista do Brasil, colhendo, ainda, resultados tão positivos do seu subseqüente trabalho em prol da Pátria. Mas a hidra vermelha tem muitas vidas e mil disfarces, como o mal supremo que a alenta e impele, e está tentando de novo! Nunca antes, como agora, foi a democracia tão ameaçada. Os que a querem ver destruída e que usam seu nome como disfarce para suas torpes maquinações e ações, a fim de enganar o povo, têm muito poder, infelizmente são o poder em nossa terra nestes tempos de trevas.

“TUDO PELA PÁTRIA”, essa deve ser a inspiração permanente de todos os brasileiros dignos desse nome, os que não mentem, não se omitem, não se vendem, não traem, para a grande e necessária luta pelo Bem Comum, pela paz e pela justiça em nossa terra, com a graça de Deus!

Rio de Janeiro, RJ, 19 de março de 2014.
SERGIO TASSO VÁSQUEZ DE AQUINO - Vice-Almirante
Pela Chapa Liberdade e Democracia

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